domingo, 28 de fevereiro de 2010

LANCAMENTOS QUE PROMETEM SER "OS MELHORES" DE 2010


O LOBISOMEM
(The wolfman)
EUA, 2008 / Terror
Direção: Mark Romanek
Elenco: Benicio Del Toro, Anthony Hopkins.

Crítica - "O lobisomem" é uma tentativa de retomar o gênero que fez a Universal famosa: filmes de monstros. O roteiro baseia-se no filme homônimo de 1941, mas a roupagem de superprodução dada a esta versão não esconde as origens trash da história, em que um sujeito se transforma em lobisomem em noites de lua cheia. É com uma história pueril, com efeitos especiais desleixados e cenas risíveis. O clima sempre soturno e os cenários artificiais procuram criar um clima gótico. Mas a mão pesada do diretor, a falta de humor e a canastrice do elenco prejudicam a diversão. Como o personagem-título, que esconde sua verdadeira natureza sob a aparência de humano, o filme é um trash travestido de grande produção.

PERCY JACKSON E O LADRÃO DE RAIOS
(Percy Jackson and the Lightning Thief)
EUA, 2010 / Aventura
Direção: Chris Columbus
Elenco: Logan Lerman, Uma Thurman.

Crítica - Percy Jackson é um adolescente de Nova York que mora com a mãe e um padrasto alcoólatra. Ele não sabe ainda, mas é um semideus, filho de ninguém menos do que o deus grego Poseidon, senhor das águas e mares. O garoto se envolve em uma aventura para salvar sua mãe e vê testadas suas capacidades especiais. No caminho, encontra algumas figuras perigosas, mas também divertidas, como a Medusa (Uma Thurman) - especialmente engraçada. Outras participações são de Pierce Brosnan e Rosario Dawson, que dão molho de humor ao filme. A trama, que usa e abusa dos efeitos especiais para encenar as lutas entre os seres superpoderosos, toma liberdades com a mitologia grega que vão longe.

A FITA BRANCA
(The White Ribbon)
Alemanha, França, Áustria, 2009, 2009 / Drama
Direção: Michael Haneke
Elenco: Christian Friedel, Leonie Benesch.

Crítica - A história ambienta-se numa pequena aldeia alemã, no princípio do século 20, mas a placidez do lugar não passa de aparência. Este pequeno mundo isolado está corrompido no seus sentimentos e valores mais profundos. Não é difícil enxergar aqui uma fábula sobre as raízes do nazismo, que em poucas décadas tomaria conta da Alemanha, seguindo os mesmos monstruosos princípios da justiça com as próprias mãos contra os alvos tidos como culpados por alguma ruptura da ordem social. "A fita branca" pode ser visto como crítica profunda a vários tipos de autoritarismo. Por isso, é o tipo de filme para o qual espectadores atentos poderão encontrar diversas interpretações.

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